quarta-feira, 7 de julho de 2010

Carta

Há muito tempo, sim, que não te escrevo.

Ficaram velhas todas as notícias.

Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo estes sinais em mim, não das carícias



(tão leves) que fazias no meu rosto:

são golpes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino, que o sol - posto

perde a sabedoria das crianças.



A falta que me fazes não é tanto

à hora de dormir, quando dizias

'Deus te abençõe', e a noite abria em sonho.



E quando, ao despertar, revejo a um canto

a noite acumulada de meus dias,

e sinto que estou vivo, e que não sonho.Beijos ;*

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